It's for you ..
“Você pensa que nunca vai esquecer, e esquece. Você pensa que essa dor nunca vai passar, mas passa . Você pensa que tudo é eterno, mas não é.” Clarice Lispector . <a href="http://www.youtube.com/watch?v=CBJ2TRkj_ms?hl=en&autoplay=1&loop=1"><img src="http://www.gtaero.net/ytmusic/play.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>

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1/06/2012 @ 17:15
com 2 729 notas

Que eu continue com vontade de viver, mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos, uma lição difícil de ser aprendida. Que eu permaneça com vontade de ter grandes amigos, mesmo sabendo que com as voltas do mundo eles vão indo embora de nossas vidas. Que eu realimente sempre a vontade de ajudar as pessoas mesmo sabendo que muitas delas são incapazes dever, sentir, entender ou utilizar essa ajuda. Que eu mantenha meu equilíbrio mesmo sabendo que muitas coisas que vejo no mundo escurecem meus olhos. Que eu realimente a minha garra, mesmo sabendo que a derrota e a perdasão ingredientes tão fortes quanto sucesso e a alegria. Que eu atenda sempre mais à minha intuição, que sinaliza o que de mais autêntico eu possuo.
Que eu pratique mais o sentimento de justiça mesmo em meio à turbulência dos interesses.
Que eu manifeste amor por minha família, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exige muito para manter sua harmonia. E acima de tudo que eu lembre sempre que todos nós
fazemos parte dessa maravilhosa teia chamada vida criada por alguém bem superior a todos nós!
E que as grandes mudanças não ocorrem por grandes feitos de alguns e sim nas pequenas parcelas cotidianas de todos nós. — Chico Xavier    (via rosasguardadas)

1/06/2012 @ 17:11
com 46 notas

Sobre a minha culpa, cê sabe?

Eu quero te amar.
Está chovendo, é madrugada e eu não paro de pensar em como eu amo a chuva. Ela faz barulho lá fora, eu não a vejo. Ela chora ou ri? Mesmo se eu me levantar e olhar pela porta (talvez pela janela), eu ainda vou perguntar: ela chora ou ri? Se você souber, me mande uma carta.
Estou tentando começar uma carta, mas não sei falar seu nome. Penso em chamar no diminutivo, acho bonito, mas você é grande demais pra isso. Nem sempre, você sabe. Nem sempre. Eu consigo te guardar em meus braços curtos, te segurar em minhas mãos fracas e calejadas. Mas não quero que sinta minha dor. Só que eu não sei usar luvas com você. Aquelas luvas de lã, sabe? Eu sei mostrar minhas mãos nuas, mesmo achando-as cansavelmente machucadas. Há bolhas por toda parte, mas eu logo digo: “não se preocupe, eu me queimei porque quis. Sempre soube que a vida estava quente. Me queimei porque quis.” E você chora sobre as bolhas, beijando-as com delicadeza. Eu choro sobre ti, horrorizada por você tentar me salvar de mim. E um pintor não pinta nossa dor, mas poderia, poderia, poderia… Seria um quadro lindo.
Eu queria ver seu sorriso de perto. Queria ver seus olhos. Queria me encontrar no fundinho deles, linda como você me vê. Queria escutar seu riso rosa, mexer nos nós dos seus cabelos e ver em cada cicatriz sua, uma personagem. Queria ver sua nudez em preto e branco, num cinema mudo, para logo depois, mudar de década e me entupir de sua voz em cores.
Há alguma coisa sobre a falta de fé…
Queria te ensinar a rezar. Rezar qualquer coisa, para você ter alguma esperança. Queria te dar algum deus, te oferecer algum santo, te mostrar como se faz promessa. Mas eu sou tão dispersa quanto a isso. Se é que me entende.
Depois da lua, há outra lua. Ela só tem um descanso num período pequeno e manso. Se eu soubesse alguma coisa sobre luas e estrelas, eu te explicaria sobre a fase que não podemos vê-la. Mas tenho outra coisa para lhe falar, já que meu conhecimento científico é escasso. Em três de suas fases, a lua encontra a lagoa. Durante esses três tempos elas só compartilham histórias. Passam horas contando as histórias que contaram para elas. Veja bem. Elas passam as horas que tem, repetindo histórias que ouviram. Não falam sobre opiniões, não compartilham ideias. Só histórias. Já pensou nisso? E tantos outros ficam fantasiando o amor da lua pela lagoa, sem saber que o encontro delas é contar histórias. Não que isso não seja amor. Quem sou eu pra falar o que é amor? Mas veja bem, não é curioso? Espetacular? Eu fico boba quando ouço sobre a lua.
E sobre o que mais? Eu tenho uma porção de coisas para te falar. Mas eu queria mesmo levar essas coisas na mochila, tirá-las e colocá-las nas mãos, para que você veja muito bem tudo. Quero ver seu sorriso surpreso, seus olhos brilhando como na infância de dois anos. Talvez eu pareça um pouco exigente, mas não é isso. Eu só quero te sentir mais perto. Sua beleza me invade de longe, você sabe? Eu quero de perto também. Você deve ter cheiro de que?
Ah, e antes que eu me esqueça. Falei sobre amar. Eu quero te amar, eu disse. Eu repito timidamente, mas bem descaradamente. Repito séria, e sorrio. Se eu disser baixinho, você vai corar. Eu quero te amar, sem dizer que te amo.
Se você perceber o amor em mim, me conte para eu sorrir.

porque no nosso egoísmo, o nosso amor é mais bonito que o dos outros. e mais feio também. 

e mais sujo.

Pra você, Clara, um beijo da lua.

(da minha ousadia de achar que posso ser lua - vez em quando)

ps: quando eu digo “você sabe”, espero não te sobrecarregar muito achando que você deve saber. se é que me entende.

(via rosasguardadas)

1/06/2012 @ 17:07
com 1 592 notas

Mas eu gostava dele, dia mais dia, mais gostava. Diga o senhor: como um feitiço? Isso. Feito coisa feita. Era ele estar perto de mim, e nada me faltava. Era ele fechar a cara e estar tristonho, e eu perdia meu sossego. Era ele estar por longe, e eu só nele pensava. E eu mesmo não entendia então o que aquilo era? Sei que sim. Mas não. E eu mesmo entender não queria. Acho que aquela meiguice, desigual que ele sabia esconder o mais de sempre. E em mim a vontade de chegar todo próximo, quase uma ânsia de sentir o cheiro do corpo dele, dos braços, que às vezes adivinhei insensatamente – tentação dessa eu espairecia, aí rijo comigo renegava. (…) — Guimarães Rosa.  (via rosasguardadas)

1/06/2012 @ 17:06
com 1 592 notas

Mas eu gostava dele, dia mais dia, mais gostava. Diga o senhor: como um feitiço? Isso. Feito coisa feita. Era ele estar perto de mim, e nada me faltava. Era ele fechar a cara e estar tristonho, e eu perdia meu sossego. Era ele estar por longe, e eu só nele pensava. E eu mesmo não entendia então o que aquilo era? Sei que sim. Mas não. E eu mesmo entender não queria. Acho que aquela meiguice, desigual que ele sabia esconder o mais de sempre. E em mim a vontade de chegar todo próximo, quase uma ânsia de sentir o cheiro do corpo dele, dos braços, que às vezes adivinhei insensatamente – tentação dessa eu espairecia, aí rijo comigo renegava. (…) — Guimarães Rosa.  (via rosasguardadas)

1/06/2012 @ 17:03
com 327 notas

Saudade é uma palavra que a gente arranja pra um buraco que toma conta do peito, só em pensar que vamos ficar sem ver a pessoa da qual gostamos. Ainda que seja um minutinho, uma ida ao banheiro, à cozinha. Imagine só uma semana inteirinha. É rezar todo dia pra chegar o fim de semana. — Aghata Paredes.  (via rosasguardadas)

1/06/2012 @ 17:01
com 2 159 notas

Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa. — Chico Buarque  (via florices)

1/06/2012 @ 17:00
com 16 359 notas

Eu disfarço muito e quase ninguém percebe. — Clarissa Corrêa (via soadolescentessabem)

1/06/2012 @ 16:59 com 15 657 notas

1/06/2012 @ 16:57 com 1 656 notas

1/06/2012 @ 16:50
com 238 notas

E quer saber? Te amo. Te amo de um jeito que eu tento explicar e não sei. Palavra fica presa. Engasgo, afogo e uso palavras pela metade. Na hora H sempre falta uma vogal. Mas quer, de novo, saber? Meu coração nunca foi pela metade: sempre foi-inteirinho-seu. Plim! — Clarissa Corrêa. (via c-a-n-a-r-i-o)

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